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Planeta dos Macacos: A Guerra | Filme encerra a trilogia de maneira brilhante



 🎬 :★★★★

Diretor: Matt Reeves.

Elenco: Andy Serkis, Woody Harrelson, Steve Zahn, Karin Konoval, Amiah Miller, Terry Notary, Ty Olsson, Michael Adamthwaite, Gabriel Chavarria.




Vou confessar algo, sou um dos poucos sujeitos que gostou do filme realizado por Tim Burton em 2001( Ok, me desculpe...) . Caso você não goste de política, provavelmente irá detestar o último filme da trilogia iniciada em 2011. No novo 'Planeta dos Macacos', a guerra é ilustrada por comentários sociais sobre a atualidade em uma luta sobre totalitarismo x direitos sociais.
Com referências  explicitas de "Apocalypse Now" , passando pela "A Lista de Shindler" ao “Êxodo” bíblico . Porém, dessa vez, o diretor Matt Reeves leva os primatas digitais a um nível nunca visto antes e um final épico e emocionante.




Se em "Planeta dos Macacos: A Origem" de 2011 mostrou como os macacos obtiveram sua inteligência avançada e, em " Planeta dos Macacos: O Confronto" de 2014 mostrou os primeiros conflitos entre duas sociedades em guerra, aqui, em  "Planeta dos Macacos: A Guerra", vemos as consequências dos
acontecimentos do filme de 2011, exatos 15 anos depois, com a raça humana praticamente dizimada pela doença e, à beira do colapso. Porém, mesmo assim, os humanos dispõe de um poderio militar impressionante. Os dois primeiros filmes mostraram uma mistura surpreendente e efetiva de ficção científica e drama e, em " A Guerra" mantém a mesma linha, mesmo aumentando a intensidade, com altas doses de reflexão política e várias referências a filmes do gênero. A maior delas é "Apocalypse Now", de Francis Ford Coppola , que falarei mais adiante. Vamos a sinopse?



Em "Planeta dos Macacos: A Guerra", o terceiro capítulo da franquia, César e seus macacos são forçados a entrar em um conflito mortal com um exército de humanos liderados por um Coronel impiedoso. Depois que os macacos sofrem perdas inimagináveis, César luta com seus instintos mais sombrios e começa sua jornada mítica para vingar sua espécie. Conforme a jornada os coloca frente à frente, César e o Coronel são colocados um contra o outro em uma batalha épica que vai determinar o destino de suas espécies e futuro do planeta.



Desta vez, o público vê o filme quase que exclusivamente da perspectiva de César ( Andy Serkis, magnífico) líder dos macacos  e seus seguidores. Eles habitam as floretas ao norte da área da baía da Califórnia, lutando contra os militares americanos remanescentes. O César do primeiro filme foi um animal de estimação doméstico que terminou como comandante de "tropas simiônicas", na Golden Gate Bridge, enquanto no novo filme, ele é forçado a entrar em guerra e, ao final, ele é visto atirando granadas e lançando bolas de fogo, movimentando a ação em direção ao seu nêmesis, aqui, brilhantemente interpretado por  um Wood Harrelson surtado. Andy Serkis, é o cerne do filme, a "maquiagem digital" não esconde sua atuação, pelo contrário, Serkis nos brinda com uma performance expressiva de captura de movimento, César é visto aqui em todo o seu esplendor, a cada olhar do personagem é como se realmente tivessem escalado um macaco para o filme, tamanho o realismo da técnica e o talento de Serkis. Que, aliás, já merecia um Oscar desde o "Gollum" de  "O Senhor dos Anéis" .Serkis é, mais uma vez, nada menos que magnífico.



Nos papéis secundários, destaque para Maurice (Karin Konoval , impecável ) , o brilhante Steve Zahn encarnando o "Bad Ape" e Amiah Miller como a jovem muda que se junta à rebelião dos macacos, os três trazem humor, drama e pungência para um enredo sombrio. É das sombras que surge o inimigo dos macacos, o Coronel de Harrelson poderia se chamar Kurtz, já que ele está fazendo tudo o que pode para canalizar o lunático personagem de Marlon Brando, imortalizado no épico de 1979  "Apocalypse Now " de Francis Ford Coppola , em um ponto filme, nós  vemos a frase " Ape-Pocalypse Now! " escrito em graffiti em uma parede. Referência mais do que obvia do clássico, Harrelson está fantástico e um vilão a altura do herói César. Como foi dito, é um filme político, impossível ver os campos de concentração e não lembrar de "A Lista de Shindler" ou não traçar um paralelo contemporâneo no plano do coronel psicótico para construir um muro para evitar os "intrusos" ( clara referência ao governo Trump ).



As referências bíblicas abundam na saga de êxodo e de western, a figura salvadora semelhante a Moisés está presente no conflito de César. Temos até vislumbres de filmes de  John Ford . Os confrontos entre animais e humanos são encenados com um talento incrível . Ajudado pela fotografia fluida de Michael Seresin, uma maravilhosa trilha sonora de Michael Giacchino e um design sonoro que faz uso cauteloso do silêncio, o filme mantém o espectador ligado na história de 2 horas e 20 minutos. Matt Reeves é um dos cineastas mais aventureiros e confiantes que trabalham em Hollywood hoje. Em uma atmosfera adversa de risco, onde os estúdios detestam gastar centenas de milhões em projetos que não falam com o público mais amplo possível e evitam temas que possam ser interpretados como deprimentes ou políticos, ele, de alguma forma conseguiu minimizar essa tendência com talento e  determinação. Mal posso esperar a sua versão do Batman.



Matt Reeves entrega um épico de ficção científica que, certamente, irá suportar o teste do tempo. Na certa, tão impressionante quanto o final, o que torna a "Guerra" tão eficaz é a mistura de efeitos com uma história atraente e dramática. A nova trilogia "Planeta dos Macacos" pode ser o ponto de partida, chegando até o original de Charlton Heston de 1968. Essencialmente, um relato visceral da desumanidade do homem para com outros seres vivos (e a si mesmo), a "Guerra" é, simplesmente, um dos melhores filmes de Hollywood nos últimos tempos. Além de ser o retrato da desordem e intolerância que assola o Brasil e o mundo.



"Planeta dos Macacos: A Guerra" já está disponível em DVD e BLURAY.


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Sobre o Autor 1º TAKE

O 1º TAKE é um espaço criado para dividir com os leitores assuntos interessantes sobre música,séries, cinema, teatro e arte em geral. Blog editado pelo louco Walther Jr. ,um espectador apaixonado por cinema,teatro,música,cerveja, vinho,pizza,pão na chapa,churrasco,lasanha,empada,pão de queijo... Ou seja,sou normal como todo mundo, não esperem nada profissional por aqui. Forte abraço e um viva a sétima arte.
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