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Rota de Fuga 2: Hades | Stallone "volta" em uma sequência que não deveria existir


Em 2013, o filme " Rota de Fuga " trouxe Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger juntos em um longa de ação, na sinopse, Ray Breslin (Stallone) é dono de uma empresa de segurança, sua função é nada mais nada menos que escapar de prisões de segurança máxima para provar que todas as prisões tem vulnerabilidades. Em algum momento ele cai em uma armadilha e é encarcerado na prisão mais secreta e segura do mundo. Agora, ele tem que usar suas habilidades para escapar com a ajuda de um presidiário ( Schwarzenegger). Um bom filme de ação , com começo, meio e fim, que trazia pela primeira vez  Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger, os dois maiores ícones da ação oitentista dividindo a tela do cinema. O filme era, finalmente, a realização do sonho de muitos fãs do cinema de ação dos anos 80, um sonho que demorou até demais para ser realizado, mas que encontrou um bom projeto para se concretizar.

Um filme tão redondo que, na minha opinião, não precisava de uma continuação. Mas, vocês sabem como Hollywood funciona, não é Padawans? Se um filme funcionou, pra quê parar por aqui? Por quê não podemos explorar mais e mais esse universo ? E, por quê parar, se temos que conquistar o mercado chinês, hum???  A resposta: Dinheiro!!! Isso explica a volta de Stallone a esse projeto e, ao que tudo indica, voltará também para o próximo, já que Rota de Fuga 3 está em pré-produção. Bom, enquanto o terceiro não chega, vamos ler o roteiro( hahahahaha) do segundo filme e, juro, não vou me estender muito nessa resenha e, se assistiram ao filme sabem o pq...


Rota de Fuga 2: Hades, mostra Breslin e seu novo parceiro, Trent DeRasa (Dave Bautista) tentando encontrar uma maneira de entrar na prisão ultra-segura conhecida como Hades. Lá, a dupla precisa resgatar os membros sequestrados de sua equipe e escapar com eles, antes que eles fiquem trancados para sempre… ou pior. Sim, alguém teve a brilhante ideia de fazer uma sequência ( desnecessária) ,
sem a presença do "governator" e relegando Stallone a mero coadjuvante, já que a maior parte do filme é estrelada pelo ator Huang Xiaoming, o astro chinês fica com boa parte da projeção e seu personagem NÃO é bem desenvolvido.

A direção de Steven C. Miller é tão absurda que, perto dele, os filmes de Michael Bay são obras-primas. Miller insiste em usar a câmera na mão e dirige o filme como se fosse uma criança falando de...física quântica. Dizendo isso, parece que o roteiro é uma obra de arte, né? Não. O roteiro de Miles Chapman (que co-escreveu o primeiro filme) é muito ruim, não temos a noção exata da passagem temporal ( Tudo se passa em dois dias? Em uma semana? Em um mês? ), os diálogos são sofríveis . Os efeitos "especiais" são piores, parece aquelas continuações feitas diretamente para a locadora. Se o primeiro filme trazia como vilões Jim CaviezelVinnie Jones e Vincent D'Onofrio, o segundo não acerta nem nisso. O vilão interpretado pelo ator Eric Newnham não é bem construindo e não tem o mesmo impacto do Hobbes de Cazievel .


A campanha de marketing é mentirosa e engana o espectador, não se engane com o cartaz com o nome de David Bautista ( o Drax dos filmes da Marvel), o ator tem pouco tempo de tela, assim como o Sr. Balboa só entra em cena pra valer nos 30 minutos finais. Nem mesmo a volta de Curtis Jackson (o 50 Cent, que interpreta Hush) salva o longa, o roteiro se encarregou de estragar os personagens que foram estabelecidos no primeiro filme.

Stallone conseguiu atingir o nível "H" de filmes lançados direto em home vídeo estrelados por Jean-Claude Van Damme , Dolph Lundgren e Steven Seagal. Tamanha é a vergonha desse projeto que, não combina com o astro responsável por obras infinitamente melhores. Um filme que não precisava de uma sequência, e uma sequência feita claramente para o mercado oriental. Ray Breslin (Sylvester Stallone), a certo ponto, comenta: “Com inteligência e paciência, nada é impossível.”, se eu o encontrasse, diria o seguinte : " Sinto muito Breslin! Faltou inteligência, coerência, honestidade e técnica .Faltou muito mesmo e o resultado dessa sequência é o mais profundo absurdo que, vocês transformaram Michael Bay em ... gênio." 

Filme caça-níquel !

É melhor rever o original de 2013.

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Sobre o Autor 1º TAKE

O 1º TAKE é um espaço criado para dividir com os leitores assuntos interessantes sobre música,séries, cinema, teatro e arte em geral. Blog editado pelo louco Walther Jr. ,um espectador apaixonado por cinema,teatro,música,cerveja, vinho,pizza,pão na chapa,churrasco,lasanha,empada,pão de queijo... Ou seja,sou normal como todo mundo, não esperem nada profissional por aqui. Forte abraço e um viva a sétima arte.
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