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Oscar | Confira algumas curiosidades da premiação que completa 90 anos


O Oscar, a maior premiação da indústria do cinema, comemora seu 90º aniversário no domingo. Desde 1929, o evento cheio de glamour atrai os olhares e cativa a imaginação de telespectadores do mundo todo.

INÍCIO.  A primeira cerimônia do Oscar foi realizada em 16 de maio de 1929, durou 15 minutos e foi vista por apenas 270 pessoas no Hotel Hollywood Roosevelt. Os ingressos custaram cinco dólares e as estatuetas foram entregues pelo então presidente da Academia, Douglas Fairbanks, que foi o primeiro anfitrião. Foi a única ocasião em que um filme da era do cinema mudo ganhou como melhor filme, no caso Asas , romance transcorrido durante a Primeira Guerra Mundial.

CONFUSÃO. A cerimônia do ano passado terminou de forma patética. Uma involuntária troca de envelopes fez com que Warren Beatty e Fay Dunaway anunciassem La La Land como melhor filme. Segundos depois, chegou o envelope correto, que apontava o verdadeiro vencedor: Moonlight.

PIONEIRO. O primeiro Oscar da história foi entregue ao ator Emil Jannings, que estava de mudança para a Europa e, por isso, não compareceu à cerimônia, recebendo a estatueta com antecedência.

EMPATE. O primeiro empate na premiação aconteceu em 1932, quando Fredric March, por O Médico e o Monstro, e Wallace Berry, por The Champ, venceram com atores principais.

CERTEIRO. O romance Grande Hotel, de Edmund Goulding, conseguiu a proeza de ser indicado, em 1934, apenas na categoria de melhor filme... E ganhou! Feito inédito até o momento.

FARSANTE.  Em 1937, Alice Brady foi anunciada como vencedora de Melhor Atriz Coadjuvante, pelo filme Na Velha Chicago. Brady não compareceu à festa, nem mandou um representante. Um homem, porém, recebeu o prêmio, fez os agradecimentos e foi embora. Dez dias depois, a Academia enviou um novo Oscar à atriz.
Martin Luther King e Ronald Reagan
SUSPENSÃO. Em 1938, foi a primeira vez que a cerimônia foi suspensa graças à uma grande inundação em Los Angeles. Outras duas vezes a festa foi adiada: em 1968, pelo assassinato de Martin Luther King, e em 1981, depois do atentado sofrido pelo presidente Ronald Reagan.

VEXAME. Em 1952, a atriz Shelley Winters estava certa de que ganharia o Oscar pelo filme Um Lugar ao Sol. Antes de Ronald Colman abrir o envelope e anunciar a vencedora, ela se levantou para dirigir-se ao palco. O ator italiano Vittorio Gassman, com quem ela foi casada durante dois anos, a puxou rapidamente e os dois foram ao chão. A vencedora foi Vivian Leigh por Uma Rua Chamado Pecado.

GUERRA. Durante a Segunda Guerra Mundial, a escassez de metal fez com que as estatuetas entregues durante a premiação fossem feitas de gesso. Anos depois, os Oscar foram substituídos pelas tradicionais peças metálicas.

TELEVISÃO. A primeira transmissão do Oscar pela TV aconteceu em 1953 e apenas para os EUA – em 1966, o mundo todo começou a assistir.

INDICADA. Com sua 21ª indicação, Meryl Streep é, entre os atores, a que mais vezes ficou entre as finalistas. E, se vencer neste ano, conquista sua quarta estatueta e se iguala a Katherine Hepburn.
Katherine Hepburn e Meryl Streep
VENCEDORA. A atriz Katherine Hepburn ainda é, entre os prêmios de atuação, a ganhar mais estatuetas: foram 4. O primeiro em 1934, por Manhã de Glória, seguido de Adivinhe Quem Vem para Jantar (1968), Leão de Inverno (1969, empatada com Barbra Streisand, por Funny Girl) e Num Lago Dourado (1982).

FRANCESA. Em 1960, a francesa Simone Signoret foi a primeira mulher de outro país a ganhar um Oscar de melhor atriz, pelo filme Almas em Leilão.

CANDIDATO. Daniel Day Lewis pode se despedir do cinema também como novo recordista, se vencer neste domingo, por Trama Fantasma: assim como Meryl Streep, ele já levou três prêmios.

VENCEDOR. Walt Disney ainda é o principal vencedor, ao faturar 26 estatuetas, além de 59 indicações. O criador do Mickey também conseguiu o feito de ser indicado ao prêmio por 22 anos consecutivos.
Warren Beatty 
SUPER. Warren Beatty é o único artista na história que já foi nomeado ao Oscar como produtor, diretor, roteirista e ator por um único filme. E ainda duas vezes: por O Céu Pode Esperar (1978) e Reds (1981).

IRMÃS. Duas irmãs foram indicadas na mesma categoria em duas vezes na história do prêmio. Joan Fontaine (por Suspeita) venceu Olivia de Havilland (Hold Back the Dawn), em 1942. Já em 1967, nem Lynn Redgrave (de Georgy, a Feiticeira) ou Vanessa Redgrave (Deliciosas Loucuras de Amor) foram páreo para bater Elizabeth Taylor (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?).

ANIMAÇÃO. Pinóquio, de 1940, foi a primeira animação a vencer na categoria de música original, com a canção When You Wish Upon a Star.

PRIMEIRO. E Shrek foi a primeira animação a vencer a então recém criada categoria dedicada a esse tipo de trabalho, em 2002.

IDENTIDADE. Somente dois atores ganharam o Oscar por interpretar o mesmo personagem: Marlon Brando e Robert De Niro pelo papel de Vito Corleone em O Poderoso Chefão (1972) e O Poderoso Chefão II (1974), respectivamente.

REPRESENTANTE. Brando, aliás, não compareceu à cerimônia de sua vitória, sendo representado pela índia Sacheen Littlefeather como forma de protesto à maneira que a televisão e o cinema retratavam a figura indígena. Descobriu-se depois que ela não era uma índia, mas uma militante.
 George C. Scott 
AUSÊNCIA. Dois anos antes, em 1971, quem não compareceu foi George C. Scott para receber a estatueta de melhor ator por Patton. Ele – que já recusara o Oscar de coadjuvante por Anatomia de um Crime (1959), disse ter preferido passar a noite assistindo a um jogo de hóquei.

PROGRAMA. Quem também tinha o que fazer foi Woody Allen que, embora Noivo Neurótico, Noiva Nervosa tenha lhe rendido três estatuetas (filme, diretor e roteiro original), em 1978, preferiu ficar em Nova York tocando clarineta em um pub.

JOVEM. A atriz Tatum O’Neal é a mais jovem a conquistar um Oscar: tinha dez anos quando venceu como melhor coadjuvante por Lua de Papel (1973).

NU. No ano seguinte, aliás, 1974, um homem completamente nu surgiu inesperadamente no palco enquanto David Niven preparava-se para anunciar Elizabeth Taylor. O ator não perdeu a fleuma e ainda ironizou as partes íntimas do streaker.
Shirley Temple e Anna Paquin
HONORÁRIO. Se considerarmos os prêmios honorários, Shirley Temple passa a ser a mais jovem pessoa premiada: em 1935, a menina tinha 6 anos e já foi homenageada pelo conjunto da obra.

MENOR. Melhor atriz coadjuvante de 1994, a neozelandesa Anna Paquin teve dificuldade para assistir ao filme que lhe deu o prêmio, O Piano: ela estava com 11 anos quando o longa era proibido para menores de 16.

COADJUVANTE. As estatuetas de Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante só surgiram em 1945. Antes disso, os ganhadores recebiam uma placa comemorativa.

EXPERIENTE. Aos 89 anos, a cineasta belga Agnès Varda tornou-se a pessoa mais velha a disputar um Oscar (pelo documentário Visages, Villages). Ela tem uma semana de vantagem sobre o diretor americano James Ivory, que concorre pelo roteiro adaptado de Me Chame Pelo Seu Nome.

Kathryn Bigelow
ÚNICA. Apenas uma cineasta venceu o Oscar de direção: Kathryn Bigelow, em 2010, por Guerra ao Terror.

FILA. Neste ano, Greta Gerwig, por Lady Bird: É Hora de Voar, é a única mulher indicada na categoria de direção e é a quinta na história do prêmio.

FOTOGRAFIA.Rachel Morrison é a primeira mulher a ser indicada na direção de fotografia, por Mudbound : Lágrimas Sobre o Mississippi.

TRANS. Yance Ford é a primeira pessoa trans a ser indicada por dirigir um longa-metragem: o documentário Strong Island, sobre a violenta morte de seu irmão e os recentes abusos de poder cometidos pela polícia estadunidense contra a população negra. A primeira pessoa trans a ser indicada na história da Academia foi Angela Morley, compositora da trilha sonora de O Pequeno Príncipe, em 1975.

HQ. Desde de Os Incríveis, em 2004, nenhum filme de super-heróis havia sido indicado a um Oscar de roteiro até agora, com a indicação para Logan.

DIFERENTES. Fran Walsh foi a única mulher a ganhar 3 estatuetas diferentes na mesma edição do Oscar. Em 2004, ela recebeu os prêmios de Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original por O Senhor dos Anéis : O Retorno do Rei.

MASCULINO. Lawrence da Arábia, de 1962, é a única produção sem qualquer mulher em cena a ganhar o Oscar de melhor filme – o único personagem feminino é a fêmea de camelo, chamada Gladys.
Denzel Washington em 1990 e 2002
DENZEL – 1. Denzel Washington é o ator negro com maior número de indicações (chegou a 8) e ganhou em duas ocasiões:  Melhor Ator Coadjuvante por Tempos de Glória (Glory ,1990) e Melhor Ator por Dia de Treinamento (Training Day , 2002).

DENZEL – 2. Agora ele também é o quinto ator com maior número de indicações da história, entrando para o seleto grupo formado por Marlon Brando, Jack Lemmon, Peter O'Toole, Al Pacino e Geraldine Page.

DISCURSO. O mais longo até hoje foi proferido pela atriz Greer Garson: sete minutos de agradecimentos pelo prêmio de melhor atriz pelo filme "Rosa da Esperança” (1942).

ESQUISITOS. Já os discursos mais, digamos, originais foram de Cher (atriz de O Feitiço da Lua, 1987), que agradeceu seu cabeleireiro, Roberto Benigni (ator e filme estrangeiro por A Vida é Bela, 1997), que agradeceu aos seu pais pela “pobreza na infância”, e de Maureen Stapleton (coadjuvante em Reds, 1981), que agradeceu a “todas as pessoas que já conheci na vida”.

REPETIÇÃO. Por outro lado, Gwyneth Paltrow, que derrotou Fernanda Montenegro, disse 11 vezes “obrigado” ao ganhar como melhor atriz por Shakespeare Apaixonado (1999).

OPS. Tom Hanks deu um grande fora em seu discurso de agradecimento por melhor ator em Filadélfia, em 1993, quando interpretou um advogado homossexual. Agradeceu a inspiração que teve em um professor do Ensino Médio, porém, o sujeito não era assumido. A piada renderia o roteiro de Será Que Ele É?, com Kevin Kline em 1998.

TEMPO. Cada vencedor tem, no máximo, 45 segundos para fazer seu agradecimento, quando é interrompido por uma música. Em 2013, a Academia brincou ao usar o temível tema de Tubarão.

IMBATÍVEL. O compositor do tema de Tubarão, aliás, John Williams, recebeu, neste ano, sua 51ª indicação, pela trilha de Star Wars : Os Últimos Jedi.

O mestre John Williams
FORTE. A fim de mostrar que ainda podia trabalhar muito, o veterano Jack Palance comemorou a conquista como melhor coadjuvante (Amigos, Sempre Amigos), em 1992, fazendo flexões com um braço só. À época, ele estava com 73 anos.

PÓSTUMO. Heath Ledger e Peter Finch foram os únicos atores da história a receber um Oscar póstumo, por Batman : O Cavaleiro das Trevas (2008) e Rede de Intrigas (1976), respectivamente.

THE FLASH. A mais curta atuação a ganhar um Oscar foi de Beatrice Straight, vencedora como coadjuvante: ela aparece apenas 5 minutos e 40 segundos em Rede de Intrigas.

LONGO. Já a produção com maior tempo de duração a faturar uma estatueta foi Guerra e Paz (1968), premiado como melhor filme estrangeiro: 7 horas e 7 minutos.

ITÁLIA. Os italianos, aliás, dominam a categoria de melhor produção estrangeira, com 11 filmes premiados, como os fellinianos Noites de Cabíria (1958), 8 1/2 (1964) e Amarcord (1975).

GRINGO. A categoria Melhor Filme Estrangeiro, aliás, só foi incluída na premiação em 1957, com A Estrada. Antes, havia um prêmio honorário para produções não americanas.

DUBLÊ. O Brasil ganhou um Oscar que, na verdade, foi para a França. O diretor do premiado Orpheu Negro, de 1958, era francês e a produção foi feita em conjunto com Brasil, Itália e França.
Jorge Drexler
MOTOCA. O filme Diários de Motocicleta (2004), de Walter Salles, ganhou o Oscar de canção original por Al Otro Lado del Río, do uruguaio Jorge Drexler. Sendo a primeira canção em língua espanhola, e a segunda em língua estrangeira, a ganhar este prêmio. O cerimonial responsável pela produção do 77o Oscar Awards considerou Jorge Drexler como "uma figura desconhecida no mundo", e temendo perder audiência, eles decidiram colocar o ator Antonio Banderas e o guitarrista Carlos Santana para interpretar a canção, o que acabou gerando uma série de críticas, à época. Jorge Drexler, quando foi receber o prêmio, cantou a canção a capella, como forma de protesto. Novamente, a estatueta não veio para o Brasil.

MOLINA. Também não veio com a premiação de William Hurt como melhor ator pelo trabalho em O Beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco (também indicado), em 1986.

ZÉ GALINHA. Cidade de Deus não ficou entre os finalistas do Oscar de estrangeiro de 2003 mas, no ano seguinte, disputou em quatro categorias de peso: direção (Fernando Meirelles), fotografia (César Charlone), roteiro adaptado (Bráulio Mantovani) e montagem (Daniel Rezende).

FERDINANDO. Carlos Saldanha é o único brasileiro a receber duas indicações na história do Oscar. A primeira foi em 2004 com o curta Gone Nutty e agora em 2018, com o longa O Touro Ferdinando.

EXTERIOR. O filme produzido fora dos Estados Unidos ou Inglaterra mais bem sucedido da história do Oscar é O Último Imperador (1987), do italiano Bernardo Bertolucci, que faturou todos os 9 troféus a que foi indicada.

FORA. Em 1964, todos os prêmios de atuação foram entregues a não americanos: os ingleses Rex Harrison (Minha Bela Dama), Peter Ustinov (Topkapi) e Julie Andrews (Mary Poppins) e a russa Lila Kedrova (Zorba, o Grego).


2002 . Halle Berry se torna a primeira e ainda a única negra a receber o Oscar de melhor atriz, dedicando-o a “toda mulher de cor sem nome e sem rosto que agora tem uma chance porque esta porta foi aberta hoje à noite”.

2003. O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei é o título mais premiado do Oscar, vencendo em todas as categorias nas quais foi indicado, e se torna o terceiro filme a conquistar 11 prêmios, empatando com Titanic (1997) e Ben-Hur (1959). No mesmo ano, Roman Polanski conquista o Oscar de melhor diretor por seu drama do Holocausto O Pianista , mas não pode viajar a Los Angeles por ser procurado nos Estados Unidos para cumprir pena pelo estupro de uma menor de idade em 1977. A plateia responde aplaudindo de pé.

DERROTADOS. Os maiores derrotados em uma cerimônia foram os filmes Momentos de Decisão (1977) e A Cor Púrpura (1985). Ambos tiveram 11 indicações cada, mas não venceram em nenhuma.

PERDEDORES. Entre os atores, Richard Burton e Peter O’Toole foram indicados nada menos do que sete vezes, mas nunca ganharam.

BIG FIVE. Apenas três filmes venceram os cinco principais prêmios do Oscar (filme, diretor, ator, atriz e roteiro): Aconteceu Naquela Noite (1934), Um Estranho no Ninho (1975) e Silêncio dos Inocentes (1991).

PRINCIPAL. O longa A Noite dos Desesperados (1969) recebeu 9 indicações, incluindo a direção de Sydney Pollack e atuação principal para Jane Fonda. Trata-se do maior número de indicações que um filme já recebeu sem estar concorrendo ao maior prêmio da noite, o de melhor produção do ano.

TROPEÇOS. Barbra Streisand tropeçou quando venceu o Oscar de 1969 (Funny Girl), assim como Jennifer Lawrence pisou na própria saia quando subia ao palco, em 2013 (O Outro Lado da Vida).


JOVEM. Jennifer, aliás, é a atriz mais jovem a conseguir quatro indicações ao Oscar de melhor atriz – estava com 23 anos. Ela também é intérprete feminina com menos idade a receber uma estatueta em tal categoria.

INJUSTIÇAS. Vários gênios do cinema jamais receberam a estatueta em competição – alguns apenas como homenagem. Nomes como Stanley Kubrick, Charles Chaplin, Orson Welles, Jean-Luc Godard , Robert Altman, Michael Haneke, Quentin Tarantino , Cecil B. DeMille , Akira Kurosawa , Arthur Penn ,Sidney Lumet, Howard Hawks , Sergio Leone, Stanley Kramer , Jane Campion , Ingmar Bergman , Jacqueline Audry , Federico Fellini , Abbas Kiarostami , Sofia Coppola , Brian De Palma, Fritz Lang , Agnès Varda , John Cassavetes , Liliana Cavani , François Truffaut , David Lynch , Chantal Akerman , Buster Keaton , Michelangelo Antonioni, Andrei Tarkovski , Andrzej Wajda e Alfred Hitchcock.



BICAMPEÕES. A primeira atriz a ganhar dois Oscars consecutivos foi Luise Rainer e o primeiro ator, Spencer Tracy.

ESCOLHAS. É a Academia que decide em qual categoria vão disputar os atores: se principal ou coadjuvante. E não tem influência a quantidade de cenas em que cada um aparece.

MEMBROS. Em 2017, 774 profissionais de todo o mundo foram convidados a se tornarem membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Hoje, o número total ultrapassa 8 mil.

TERMO. Os ganhadores do Oscar precisam assinar um termo para ficar com a estátua. Com isso, eles se comprometem a nunca vender a estatueta sem antes oferecê-la de volta a Academia pelo preço simbólico de um dólar. A medida vale para estatuetas entregues depois de 1950.

BENEFICENTE. A decisão foi tomada depois de ações como a do ator Harold Russell vendeu, em 1992, o Oscar conquistado em 1947 por sua atuação em Os Melhores Anos de Nossa Vida. Ele arrecadou 60,5 mil dólares para cobrir as despesas médicas de sua mulher.

RESTITUIÇÃO. Em caso de perda ou furto, a Academia se compromete a entregar uma estatueta nova ao portador.

FURTO. O motorista Lawrence Ladente furtou 55 estatuetas em 2000. Dessas, 52 foram devolvidas por um cúmplice e uma outra foi recuperada pela polícia em Miami, em 2003 – as duas demais continuam desaparecidas.

SUMIÇO. Já em 2000, 55 estatuetas desapareceram misteriosamente quando era transportado de Chicago, onde são feitos, para Los Angeles. Nove dias depois, 52 deles foram encontrados em um lixo, por Willie Fulgear. O herói foi convidado para participar da cerimônia daquele ano.

MEDIDAS. A fabricação de cada estatueta custa em média 500 dólares. Elas medem 43 cm, pesam quase 4 quilos e são banhadas a ouro 24 quilates.

FÁBRICA. A confecção das estatuetas demora um mês para ser finalizada. Elas são polidas, moldadas e finalizadas pela Chicago’s R.S. Owens & Company.

REGULAMENTO. Para entrar na disputa, o filme precisa ter duração superior a 40 minutos e ser exibido em uma sala comercial na cidade de Los Angeles. A produção precisa ainda ficar sete dias consecutivos em cartaz, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano anterior à cerimônia.

ORIGEM – 1. Várias teorias tentam explicar a origem do nome do prêmio. A mais aceita diz que uma funcionária da Academia, Margareth Herrick, teria dito que a estatueta se parecia com um tio chamado Oscar.
Bette Davis 
ORIGEM – 2. Outra versão dá conta que a atriz Bette Davis o teria apelidado assim, devido à semelhança com seu primeiro marido.

XARÁ. Oscar Hammerstein II foi o único vencedor a ter o mesmo nome que o prêmio – pela canção The Last Time I Saw Paris, do filme Se Você Fosse Sincera (1942).

MUDANÇA. Foi em 1989 que a Academia decidiu trocar a frase “E o vencedor é...” pelo atual “E o Oscar vai para...”.

CARO. Avatar (2009) é o filme mais caro da história a ganhar um Oscar. O valor da produção não foi divulgado, mas estima-se que seja cerca de 230 milhões de dólares.

TAPETE. Os convidados para a festa são recepcionados por tapete vermelho que cobre parte da Hollywood Blvd com mais de 150 metros de comprimento e 10 metros de largura.

ANFITRIÃ. Whoopi Goldberg fez história como a primeira pessoa afro-americana e a primeira mulher a ser mestre de cerimônias na entrega dos prêmios, em 1994. Whoopi conduziu a noite de gala com dinamismo, fazendo piadas sobre todo tipo de pessoas, como a cafetina Heidi Fleiss, conhecida como Madame Hollywood, e Lorena Bobbit, uma mulher que cortou o pênis do marido.

SELFIE. Ellen DeGeneres, que foi apresentadora em 2007, voltou sete anos depois mais à vontade. Não só fez uma ótima piada sobre 12 Anos de Escravidão, quando afirmou que se o filme não ganhasse o prêmio “todos vocês são racistas”, mas também fez história com a foto mais compartilhada de todos os tempos no Twitter ao posar com Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Brad Pitt, Meryl Streep, Kevin Spacey e outros.
Ellen DeGeneres
SEM ANFITRIÃO. Em 1989, a Academia mudou as coisas, não tendo um mestre de cerimônias oficial. Mas não deu certo. A cerimônia foi tão ruim que levou vários artistas – incluindo Julie Andrews, Blake Edwards, Gregory Peck, Paul Newman, Billy Wilder e Sidney Lumet – a escreverem uma carta aberta afirmando que a cerimônia foi uma “vergonha” e “não é adequado nem aceitável que o melhor trabalho no cinema seja reconhecido de maneira tão humilhante”.

GREVE. A cerimônia de 1988 foi confusa por causa da greve do Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos iniciada 35 dias antes. O anfitrião Chevy Chase começou a noite insultando o público: “Boa noite farsantes de Hollywood”. Embora Sean Connery tenha conquistado o prêmio de melhor ator coadjuvante por Os Intocáveis, disse que daria o troféu para sua mulher e que esperava que a greve terminasse. Chase nunca mais foi convidado para atuar como mestre de cerimônias.

SEM RETRATAÇÃO. Chris Rock em seu segundo ano como anfitrião em 2016, não evitou falar da crise de diversidade em Hollywood, que maculou o setor e martelou no assunto a noite inteira. Qualificou o Oscar como “prêmios dos brancos” e observou que, se tivessem indicado possíveis mestres de cerimônia, “não teria tido este trabalho e vocês estariam vendo Neil Patrick Harris agora”.
Bob Hope
RECORDISTA. O comediante Bob Hope foi anfitrião e co-anfitrião em 19 cerimônias e costumava brincar que nunca ganhou uma das estatuetas que entregava – Hope detém o recorde com o maior número de participações como mestre de cerimônias e seu talento e maestria explicam a razão. Talvez sua mais famosa piada tenha sido em 1968: “nunca vi passarem seis horas tão rápido”.

DURAÇÃO. A cerimônia mais curta até hoje foi a de 1959, que durou 1 hora e 40 minutos. Já a mais longa, por enquanto, é a de 2002: 4h23min.

RUINS. Ao longo dos anos, muitos anfitriões foram criticados, incluindo Seth Macfarlane, em 2013, que começou a noite com uma canção intitulada We Saw Your Boobs (Vimos seus seios). Também ruim foi a cerimônia de 2011, com James Franco e Anne Hathaway. Ela parecia se esforçar demais ao passo que Franco estava distante.

HOMENAGEM. Um dos momentos mais tocantes da cerimônia do Oscar, o In Memoriam, que mostra alguns dos artistas mortos no ano anterior, foi instituído na cerimônia de 1994. Para este ano de 2018, um grupo de produtores trabalhou com uma lista inicial de 800 nomes para chegar aos 40, 45 que serão apresentados em quase cinco minutos. Logo em seguida, uma lista de 200 nomes estará disponível no site da Academia.
A confusão envolvendo os filmes Moonlight e La La Land – Cantando Estações.
2016. Pelo segundo ano seguido, todos os 20 indicados a atuação do Oscar são brancos, provocando críticas e a campanha online #OscarsTãoBrancos. Em reação, a academia anuncia planos para aumentar o número de mulheres e membros de minorias entre seus membros.
2017. Moonlight se torna o primeiro filme com um elenco exclusivamente negro a vencer como melhor filme, mas inicialmente um erro nos bastidores leva à entrega do prêmio para o musical La La Land – Cantando Estações.
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Sobre o Autor 1º TAKE

O 1º TAKE é um espaço criado para dividir com os leitores assuntos interessantes sobre música,séries, cinema, teatro e arte em geral. Blog editado pelo louco Walther Jr. ,um espectador apaixonado por cinema,teatro,música,cerveja, vinho,pizza,pão na chapa,churrasco,lasanha,empada,pão de queijo... Ou seja,sou normal como todo mundo, não esperem nada profissional por aqui. Forte abraço e um viva a sétima arte.
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